festas em honra de n.ª sr.ª da saúde e stº
antónio
Tapetes de flores e Marco Paulo apreciados
Milhares de pessoas passaram por S. Paio de Oleiros para
assistir às festas em honra de N.ª Sr.ª da Saúde. A presença de Marco Paulo
foi um chamariz, mas o tapete de flores para a procissão continua a não
deixar ninguém indiferente.
Foram precisas muitas e muitas flores para cobrir as
ruas por onde passou a procissão em honra de Nossa Senhora da Saúde e Santo
António. Todos os anos é assim. A vila engalana-se para festejar os santos
padroeiros. E toda a gente colabora. É uma questão de honra, dizem os
oleirenses.
Muitos dias antes começam a escolher as flores e a
guardá-las. No dia da procissão, ainda o sol não raiara, a população da
freguesia saia à rua para adornar o local por onde passaria depois a
procissão. O resultado é, invariavelmente, magnífico. Uma verdadeira obra de
arte.
O espírito de entre-ajuda e de comunidade está bem
patente neste trabalho. A população une-se para construir este tapete que
acaba por ser apreciado por milhares de pessoas.
A freguesia ganha outra vida neste dia.
O ponto alto das festividades foi e continuará a ser a
procissão, independentemente do cartaz de artistas que animam o Parque. A
homilia deste ano foi presidida pelo bispo emérito de Setúbal, D. Manuel
Martins, que se notabilizou pelo seu trabalho em prol da causa dos mais
esquecidos da sociedade. “Uma mais valia”, reconhece a comissão de festas.
Mas o pagão está intimamente ligado a este cariz
religioso das festas.
O cartaz deste ano prometia. Marco Paulo surgiu como o
nome mais sonante dos artistas convidados. No penúltimo dia dos festejos, S.
Paio de Oleiros foi verdadeiramente invadido por fãs do popular cantor. De
todos os cantos de Portugal, veio gente para ouvir “Eu tenho dois amores”, e
outros dos grandes sucessos de Marco Paulo.
Ainda faltava mais de uma hora para o início do
espectáculo e o adro da igreja já estava repleto de admiradores do cantor.
Para gáudio dos presentes subiu ao palco o artista para cantar e encantar,
durante mais de uma hora. Pessoas em verdadeira euforia gritavam pelo nome
de Marco Paulo e acompanhavam as canções sem nunca trocarem as letras.
Os elementos da comissão de festas estavam naturalmente
satisfeitos com o espectáculo. Apesar das dificuldades em conseguir as
verbas necessárias para cobrir as despesas, o balanço traçado foi positivo.
“É sempre muito difícil arranjar dinheiro, numa altura
como esta em que o país está a viver um período de recessão económica. Por
isso, quando nos perguntam como é que conseguimos realizar uma festa com
estas características só temos uma resposta: o brio pela nossa terra”,
afirma o membro da comissão de festas.
Por:
Carla
Madureira
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